Cigarras em Setembro: Porque Ainda se Ouvem e Como Produzem o Seu Canto

Setembro chegou a Portugal, os dias começam lentamente a encurtar e o verão aproxima-se do fim. Mesmo assim, durante uma tarde quente, ainda pode surgir de um pinheiro, de uma oliveira ou de outra árvore exposta ao sol aquele som repetitivo e intenso tão associado aos meses mais quentes.

Ouvir cigarras em setembro não significa necessariamente que algo esteja fora do normal.

A atividade dos adultos não termina numa data fixa do calendário. Depende da espécie, da região, da temperatura e das condições meteorológicas de cada ano. Se o tempo permanecer suficientemente quente, algumas cigarras adultas ainda presentes podem continuar ativas e a produzir os seus característicos chamamentos.

E existe outro detalhe surpreendente: aquele som intenso não sai da boca e não é produzido esfregando as asas.

Nas cigarras, o mecanismo encontra-se principalmente no abdómen e envolve estruturas especializadas chamadas tímbalos.

Porque associamos as cigarras ao verão?

As cigarras estão fortemente associadas ao verão porque é durante os períodos quentes que os adultos de muitas espécies se tornam particularmente ativos e fáceis de detetar.

A temperatura tem uma influência importante na fisiologia dos insetos.

Como animais ectotérmicos, dependem em grande medida das condições térmicas do ambiente para manter níveis elevados de atividade.

Por isso, dias quentes e soalheiros podem favorecer:

  • atividade dos adultos;
  • deslocação;
  • comportamento reprodutivo;
  • produção de chamamentos.

Mas nem todas as espécies seguem exatamente o mesmo calendário.

A época de emergência e atividade varia com a espécie e com as condições regionais.

Por isso, ouvir progressivamente menos cigarras quando o outono se aproxima não significa que todos os indivíduos desapareçam simultaneamente.

É normal ouvir cigarras em setembro em Portugal?

Sim, pode ser perfeitamente plausível.

Uma sequência de dias quentes em setembro pode permitir que adultos ainda presentes permaneçam ativos.

Contudo, não devemos generalizar esta observação a todo o território português.

Existem diferenças entre:

  • norte e sul;
  • litoral e interior;
  • zonas mais baixas e áreas de maior altitude;
  • anos mais quentes e mais frescos;
  • espécies diferentes.

Um jardim soalheiro no sul pode apresentar condições muito diferentes de um local mais fresco no norte ou numa zona elevada.

Até dois locais relativamente próximos podem ter períodos de atividade distintos.

A fenologia — isto é, o calendário sazonal dos fenómenos biológicos — responde às condições ambientais e à biologia de cada espécie, não apenas ao nome do mês.

Quem canta: o macho ou a fêmea?

Os chamamentos intensos que normalmente identificamos como o “canto da cigarra” são produzidos sobretudo pelos machos.

A reprodução é uma das suas principais funções.

Os machos utilizam sinais acústicos que ajudam a atrair e localizar potenciais parceiras.

Isto não significa que todas as cigarras produzam exatamente um único tipo de sinal.

A comunicação acústica pode variar entre espécies e contextos comportamentais.

Ritmo, frequência, duração e organização dos pulsos podem mudar.

Portanto, “os machos cantam para atrair fêmeas” é uma boa descrição geral, mas não significa que toda a comunicação acústica das cigarras seja biologicamente idêntica.

O som não vem da boca

Esta é uma das características mais interessantes destes insetos.

Uma cigarra não produz o seu chamamento da mesma maneira que uma ave produz vocalizações.

O som característico também não resulta da simples passagem de ar pela boca.

Nos machos existem estruturas especializadas na região abdominal chamadas tímbalos.

Os tímbalos são membranas especializadas, reforçadas por estruturas semelhantes a nervuras e associadas a músculos poderosos.

São estes órgãos que estão no centro do extraordinário sistema de produção sonora das cigarras.

Como funciona o tímbalo de uma cigarra?

Imagine uma pequena superfície relativamente rígida que pode ser deformada e regressar rapidamente à posição anterior.

Quando músculos especializados se contraem, o tímbalo é deformado.

Essa mudança rápida produz um pulso sonoro.

Quando o sistema regressa e o movimento se repete, são gerados novos pulsos.

Agora imagine este processo a acontecer muito rapidamente.

A sucessão de numerosos pulsos transforma-se no som contínuo ou ritmado que conseguimos ouvir.

Uma comparação imperfeita seria pressionar repetidamente uma tampa metálica fina que estala ao mudar de posição.

No caso da cigarra, porém, estamos perante uma estrutura biológica altamente especializada, integrada num sistema acústico muito mais complexo.

Porque uma cigarra tão pequena consegue fazer tanto barulho?

Produzir o pulso é apenas uma parte do processo.

O corpo também participa na amplificação e modificação do som.

Entre os elementos importantes encontram-se:

  • tímbalos;
  • estruturas abdominais associadas à ressonância;
  • espaços internos contendo ar;
  • repetição extremamente rápida dos pulsos;
  • anatomia específica de cada espécie.

O corpo funciona, de certa forma, como parte de um sistema acústico de ressonância.

Isto ajuda a explicar porque um animal relativamente pequeno consegue produzir um som tão evidente na paisagem.

É tentador associar às cigarras um único número em decibéis.

Isso seria enganador.

A intensidade sonora varia muito entre espécies e depende também da distância, método de medição e condições em que o valor foi registado.

Não existe um único valor que represente corretamente “o volume de uma cigarra”.

Todas as cigarras cantam da mesma maneira?

Não.

As espécies podem apresentar padrões acústicos distintos.

Os chamamentos podem diferir em:

  • ritmo;
  • estrutura dos pulsos;
  • duração;
  • frequência;
  • horário;
  • período diário de maior atividade.

Estas diferenças podem ser suficientemente características para que gravações acústicas ajudem investigadores na identificação de determinadas espécies.

Uma paisagem com várias espécies de cigarras não contém necessariamente um único “som de cigarra”.

Pode existir uma verdadeira paisagem acústica composta por diferentes padrões.

Aprender a ouvi-los permite perceber uma diversidade que visualmente pode passar despercebida.

Porque cantam durante as horas mais quentes?

A temperatura influencia fortemente a atividade dos insetos.

Os músculos envolvidos no movimento e na produção de som funcionam dentro de determinados intervalos fisiológicos, e condições quentes podem favorecer níveis elevados de atividade em muitas espécies.

É por isso que determinados chamamentos se tornam particularmente evidentes durante períodos quentes e soalheiros.

Mas também aqui é necessário evitar uma regra absoluta.

Nem todas as cigarras cantam apenas ao meio-dia.

Espécies diferentes podem apresentar horários de atividade distintos.

O momento do dia em que ouvimos uma cigarra depende da combinação entre espécie, temperatura, exposição solar e outras condições ambientais.

O calor de setembro pode prolongar a atividade

Imagine que setembro começa com vários dias de temperaturas ainda elevadas.

As cigarras adultas que continuam presentes não recebem um “sinal de calendário” dizendo que o verão terminou.

Se as condições permanecerem adequadas, podem continuar ativas.

Por isso, um período quente pode prolongar ou favorecer a atividade de adultos existentes.

Mas isto não significa automaticamente que o calor esteja a criar uma segunda geração de verão.

Essa conclusão dependeria completamente do ciclo de vida da espécie.

É mais correto falar de atividade tardia ou prolongada dos adultos do que assumir uma nova geração simplesmente porque setembro está quente.

O que acontece quando chega o tempo mais fresco?

À medida que a estação avança, vários fatores contribuem para a diminuição do canto.

Entre eles:

  • descida das temperaturas;
  • alterações sazonais na duração do dia, quando relevantes;
  • progressão normal do ciclo de vida;
  • mortalidade dos adultos.

O número de indivíduos ativos diminui.

Os chamamentos tornam-se menos frequentes até desaparecerem da paisagem sonora.

Isto não significa que a espécie tenha desaparecido do local.

Grande parte da sua vida decorre numa fase muito menos visível.

A vida da cigarra começa muito antes do canto

O ciclo básico pode ser representado assim:

“ovo → ninfa → adulto”.

Depois do acasalamento, a fêmea utiliza um ovipositor para colocar ovos em tecidos vegetais adequados.

Quando as formas jovens eclodem, inicia-se uma sequência que acabará por levá-las ao solo.

É debaixo da superfície que ocorre uma parte extraordinariamente importante da vida das cigarras.

O adulto alado e ruidoso que vemos no verão representa apenas uma fase de uma história muito mais longa.

Anos de vida debaixo do solo

As ninfas das cigarras vivem no solo e obtêm alimento a partir de fluidos associados às raízes das plantas.

Durante este período crescem e passam por diferentes fases de desenvolvimento.

Mas não existe um número universal de anos.

A duração do desenvolvimento varia muito entre diferentes grupos de cigarras.

É precisamente aqui que surge um dos maiores mitos sobre estes insetos.

Nem todas as cigarras vivem 13 ou 17 anos debaixo da terra

Os famosos ciclos de 13 e 17 anos pertencem às cigarras periódicas do género Magicicada, conhecidas sobretudo do leste da América do Norte.

Estas cigarras desenvolveram ciclos sincronizados extraordinários.

Milhões de indivíduos podem emergir durante os anos correspondentes ao seu ciclo.

Mas esse fenómeno não deve ser automaticamente aplicado às cigarras portuguesas.

As espécies encontradas na Europa pertencem a outros grupos e apresentam histórias de vida diferentes.

Portanto, afirmar que “uma cigarra passa 17 anos debaixo da terra” como regra geral é incorreto.

Da ninfa subterrânea ao adulto alado

Quando uma ninfa madura está pronta para completar o desenvolvimento, deixa o solo.

Procura então um suporte.

Pode subir por:

  • um tronco;
  • um ramo;
  • vegetação;
  • uma parede;
  • outra superfície vertical adequada.

A ninfa fixa-se e realiza a muda final.

Do antigo exoesqueleto emerge o adulto.

Depois de o processo terminar, fica para trás uma estrutura castanha e vazia agarrada ao suporte.

É a exúvia.

Encontrar estas pequenas “cascas” num tronco é uma forma excelente de confirmar que houve emergência recente de cigarras, mesmo que naquele momento não consiga localizar nenhum adulto.

O adulto vive muito menos tempo

A fase adulta é a mais visível porque inclui asas, reprodução e chamamentos.

Mas representa apenas uma parte do ciclo completo.

Não existe uma duração adulta única para todas as espécies.

A longevidade depende da espécie e das condições ambientais.

Em termos gerais, porém, o período adulto é muito mais curto do que o desenvolvimento juvenil subterrâneo.

Isto cria um contraste interessante: passamos quase toda a nossa atenção a ouvir uma fase que ocupa apenas uma parte da existência do animal.

O canto permite encontrar parceiros

Para muitas cigarras, a comunicação acústica é fundamental na reprodução.

Os machos produzem sinais característicos.

Estes podem ajudar as fêmeas a localizar ou reconhecer potenciais parceiros da mesma espécie.

A especificidade do som é importante num ambiente onde podem existir vários insetos a produzir sinais simultaneamente.

Em algumas espécies existem também respostas acústicas ou comportamentais das fêmeas aos sinais dos machos.

Não é necessário descrever isto como uma “canção romântica”.

Biologicamente, estamos perante sistemas de comunicação ligados ao reconhecimento e reprodução.

Uma cigarra consegue ouvir o próprio canto?

As cigarras não possuem apenas estruturas para produzir som.

Também possuem órgãos auditivos.

Aqui existe uma distinção de nomes que vale a pena memorizar:

“Tímbalos = produção de som.”

“Tímpanos = receção de som.”

Os tímbalos são responsáveis pelo mecanismo acústico característico dos machos.

Os órgãos timpânicos estão relacionados com a audição.

Apesar da semelhança entre as palavras, desempenham funções diferentes.

Cigarra, grilo e gafanhoto não produzem som da mesma maneira

Nem todos os insetos “cantores” utilizam o mesmo mecanismo.

Cigarras

Utilizam principalmente tímbalos especializados na região abdominal.

Grilos

Produzem tipicamente os chamamentos através de estridulação, utilizando estruturas especializadas das asas anteriores.

Gafanhotos

Muitas espécies produzem sons através da fricção entre diferentes estruturas corporais, embora o mecanismo varie entre grupos.

É precisamente por causa dos grilos e gafanhotos que surge frequentemente a ideia de que as cigarras também esfregam as asas.

Não é assim que o canto característico das cigarras é produzido.

O canto das cigarras prejudica as árvores?

Não.

O som em si não provoca qualquer dano à árvore.

As cigarras mantêm relações alimentares com plantas ao longo do ciclo de vida, incluindo a alimentação das ninfas subterrâneas.

A postura também merece alguma nuance.

Em certas espécies e circunstâncias, a introdução de ovos em pequenos ramos pode provocar danos localizados, sobretudo quando existem densidades muito elevadas.

Isso não significa que encontrar algumas cigarras num jardim português seja sinal de uma praga grave.

A presença normal destes insetos não justifica automaticamente qualquer tratamento.

Cigarras no jardim são motivo de preocupação?

Geralmente, não.

As cigarras fazem parte das comunidades ecológicas dos locais onde vivem.

Também integram redes alimentares.

Dependendo do habitat, podem servir de alimento a diferentes animais, incluindo:

  • aves;
  • répteis;
  • aranhas;
  • insetos predadores;
  • alguns pequenos mamíferos.

A emergência dos adultos também representa uma transferência de biomassa que estava no ambiente subterrâneo para a parte aérea do ecossistema.

Não é necessário transformar as cigarras em “insetos benéficos” com uma função específica para justificar a sua presença.

São simplesmente componentes da biodiversidade local.

Porque algumas pessoas deixam de ouvir cigarras enquanto outras ainda as ouvem?

Uma observação feita num jardim não representa necessariamente toda uma região.

Mesmo locais relativamente próximos podem diferir em:

  • vegetação;
  • cobertura arbórea;
  • exposição solar;
  • temperatura;
  • altitude;
  • espécies presentes;
  • momento de emergência dos adultos.

Um terreno soalheiro pode manter condições térmicas diferentes de uma encosta sombreada.

Duas espécies podem também terminar a sua fase adulta em momentos distintos.

É por isso que alguém pode ainda ouvir cigarras enquanto outra pessoa, na mesma região geral, já deixou de as escutar.

As observações locais são valiosas, mas precisam de contexto.

Como observar cigarras sem as perturbar

O primeiro passo é simplesmente ouvir.

Localizar uma cigarra apenas através do som pode ser surpreendentemente difícil.

O chamamento é intenso e a forma como o som se propaga pode dificultar a determinação exata do ponto onde o animal está pousado.

Observe calmamente troncos e ramos sem necessidade de se aproximar demasiado.

Outra opção é procurar exúvias.

Estas permanecem agarradas aos suportes depois da emergência e permitem confirmar a presença recente das cigarras sem capturar ou manipular qualquer animal.

Não existe razão para capturar adultos apenas para os observar.

Fact-check da imagem

AfirmaçãoAvaliaçãoExplicação
Algumas cigarras ainda podem ser ouvidas em setembroCorreto, dependendo da espécie e das condições locaisA época de atividade não termina numa data fixa
O canto está associado sobretudo aos machosCorretoOs machos produzem os principais chamamentos reprodutivos característicos
Os machos cantam para atrair fêmeasCorreto em termos geraisO chamamento desempenha um papel importante na reprodução
O som vem do abdómen e não da bocaCorretoEstruturas especializadas chamadas tímbalos produzem o som
As cigarras esfregam as asas para cantarIncorretoEsse mecanismo é típico de outros insetos, não do canto característico das cigarras
Todas as cigarras cantam apenas durante o calor máximoIncorretoOs horários de atividade variam entre espécies
Todas passam 13 ou 17 anos debaixo do soloIncorretoEsses ciclos famosos pertencem às cigarras periódicas norte-americanas do género Magicicada
Setembro quente pode favorecer atividade tardiaPlausívelA temperatura influencia fortemente a atividade dos insetos

Um som que marca a mudança das estações

Em Portugal, o canto das cigarras faz parte da paisagem sonora dos meses quentes.

Quando setembro chega, essa paisagem começa gradualmente a mudar.

Mas a transição não acontece de um dia para o outro.

Um adulto ainda presente num local quente e soalheiro pode continuar ativo enquanto as condições forem adequadas.

Por isso, ouvir uma cigarra numa tarde quente de setembro não precisa de ser interpretado como uma anomalia.

Pode simplesmente representar a fase final da atividade sazonal daquela espécie naquele local.

E o mecanismo que produz aquele som continua a ser uma das características mais extraordinárias destes insetos.

“O canto que ainda se ouve numa tarde quente de setembro não vem da garganta nem das asas. Nasce de pequenas estruturas especializadas no abdómen e é o resultado de milhões de anos de evolução da comunicação acústica destes insetos.”

FAQs

As cigarras ainda cantam em setembro?

Podem cantar. A atividade depende da espécie, região, temperatura e condições meteorológicas. Setembro não representa uma data universal para o fim da atividade adulta.

Porque as cigarras cantam quando está calor?

Como insetos ectotérmicos, a sua atividade fisiológica depende fortemente da temperatura. Condições quentes podem favorecer a atividade acústica de muitas espécies.

São os machos ou as fêmeas que cantam?

Os chamamentos intensos mais conhecidos são produzidos principalmente pelos machos.

Como é que uma cigarra produz som?

Através de tímbalos, membranas especializadas associadas a músculos. A deformação rápida destas estruturas gera sucessivos pulsos acústicos.

O som da cigarra vem da boca?

Não. O canto característico é produzido por estruturas especializadas na região abdominal.

As cigarras esfregam as asas?

Não para produzir o seu canto característico. Esse mecanismo de estridulação é utilizado por outros grupos de insetos.

Porque o canto é tão alto?

A rápida produção de pulsos e as estruturas corporais associadas à ressonância ajudam a amplificar e moldar o som.

Quanto tempo vive uma cigarra?

Depende da espécie. Não existe uma longevidade universal, e a fase adulta é apenas uma parte do ciclo completo.

Quanto tempo passam as cigarras debaixo da terra?

Varia muito entre espécies. Não existe um número único aplicável a todas as cigarras.

Existem cigarras de 17 anos em Portugal?

Os famosos ciclos sincronizados de 13 e 17 anos estão associados às cigarras periódicas do género Magicicada da América do Norte e não devem ser atribuídos automaticamente às espécies portuguesas.

O que é uma exúvia de cigarra?

É o antigo exoesqueleto da ninfa que fica preso ao suporte depois da muda final que dá origem ao adulto.

As cigarras fazem mal às árvores?

A presença normal geralmente não representa um problema grave. Em determinadas espécies e densidades, a postura pode provocar danos localizados em pequenos ramos, mas isso depende do contexto.

É preciso controlar cigarras no jardim?

Normalmente não. A simples presença ou o canto das cigarras não justifica medidas de controlo.

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Category: Fauna

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