Um tomateiro aparentemente saudável pode começar a apresentar folhas parcialmente comidas, rebentos danificados ou áreas de folhagem que desaparecem rapidamente. Por vezes, o responsável está a poucos centímetros do dano e mesmo assim passa despercebido.
Algumas lagartas conseguem atingir dimensões consideráveis e possuem cores e padrões que as tornam difíceis de distinguir entre folhas, pecíolos e caules. Dependendo da espécie e das condições ambientais, a alimentação pode intensificar-se ao entardecer, durante a noite ou noutros períodos favoráveis.
Encontrar uma grande lagarta verde, contudo, não é suficiente para determinar a espécie.
Fotografias e artigos norte-americanos popularizaram expressões como “tomato hornworm”, normalmente associadas a grandes esfingídeos do género Manduca. Importar automaticamente essa identificação para uma horta portuguesa é um erro.
Em Portugal existem outros esfingídeos e vários grupos de Lepidoptera cujas larvas podem utilizar plantas cultivadas ou espontâneas. A primeira tarefa é, portanto, observar a lagarta, a planta hospedeira e os danos antes de decidir como intervir.
Índice
- Que lagartas grandes podem aparecer nos tomateiros
- Porque a identificação em Portugal é importante
- Como reconhecer uma lagarta de esfingídeo
- Camuflagem e comportamento
- Sinais deixados no tomateiro
- Excrementos como pista
- Como procurar lagartas
- Quanto dano uma lagarta pode provocar
- Remoção manual
- Inimigos naturais
- Bacillus thuringiensis e controlo biológico
- Quando não é necessário tratar
- Prevenção e monitorização
- O papel ecológico das lagartas
- Erros frequentes
- Perguntas frequentes
Que lagartas grandes podem aparecer nos tomateiros
“Lagarta do tomateiro” não corresponde a uma única espécie.
O tomate pertence à família Solanaceae, juntamente com culturas como batata, beringela e pimento e numerosas plantas espontâneas.
Diferentes larvas de Lepidoptera podem alimentar-se destas plantas.
Algumas pertencem à família Sphingidae, conhecida pelos grandes esfingídeos. Outras pertencem a famílias diferentes e podem igualmente causar desfoliação ou atacar frutos.
Por isso, a planta onde encontramos a lagarta é apenas uma das pistas.
A identificação deve combinar características morfológicas, tamanho, padrões laterais, estrutura da extremidade posterior, planta hospedeira e distribuição geográfica.
Este último ponto é fundamental.
Uma fotografia semelhante encontrada na Internet pode mostrar uma espécie que simplesmente não ocorre naturalmente em Portugal.

Porque a identificação em Portugal é importante
Um dos exemplos mais conhecidos na Internet é Manduca quinquemaculata, espécie norte-americana frequentemente designada “tomato hornworm”.
Não deve ser utilizada como identificação automática de uma lagarta portuguesa apenas porque esta é grande, verde e possui uma projeção posterior.
Portugal possui a sua própria fauna de Sphingidae. Bases taxonómicas internacionais reconhecem, por exemplo, Acherontia atropos e Agrius convolvuli como espécies válidas de esfingídeos, e bases portuguesas de Lepidoptera documentam a fauna observada no território nacional.
A relação com plantas hospedeiras também varia.
A larva de Acherontia atropos utiliza Solanaceae. A batateira, Solanum tuberosum, é uma hospedeira bem documentada para esta grande lagarta.
Isso demonstra que grandes esfingídeos associados a Solanaceae são biologicamente plausíveis no contexto europeu.
Não demonstra, porém, que qualquer grande lagarta encontrada num tomateiro português seja Acherontia atropos.
Agrius convolvuli, outro grande esfingídeo europeu, possui uma ecologia diferente e não deve ser associado automaticamente às Solanaceae apenas porque a larva também apresenta o aspeto típico de um esfingídeo.
Identificar primeiro evita construir todo o método de controlo sobre a espécie errada.
Como reconhecer uma lagarta de esfingídeo
As larvas de muitos Sphingidae possuem uma aparência bastante característica.
O corpo tende a ser robusto e pode atingir dimensões impressionantes nas fases finais do desenvolvimento.
Muitas espécies apresentam linhas oblíquas, manchas ou outros padrões laterais.
Outra característica muito conhecida é uma projeção localizada na parte posterior do corpo. É frequentemente descrita informalmente como um pequeno “corno”.
Essa estrutura explica a utilização da palavra inglesa hornworm para algumas lagartas.
Mas a presença de um “corno” não identifica a espécie.
Numerosos esfingídeos apresentam estruturas semelhantes durante a fase larvar.
Além disso, cor e padrão podem alterar-se com o desenvolvimento. Uma espécie que aparece verde numa fotografia pode possuir formas mais escuras ou apresentar tonalidades diferentes noutras fases.
Acherontia atropos, por exemplo, possui larvas grandes e pode apresentar variação de coloração.
Uma identificação segura exige mais do que “lagarta verde grande com corno”.
Porque são tão difíceis de encontrar
A camuflagem pode ser extraordinariamente eficiente.
Uma lagarta verde alinhada ao longo de um pecíolo ou nervura pode parecer parte da própria planta.
Os padrões laterais quebram visualmente o contorno do corpo e a imobilidade aumenta ainda mais o efeito.
Também não devemos assumir que todas estas lagartas se alimentam exclusivamente durante a noite.
O período de atividade depende da espécie, temperatura, estado de desenvolvimento e condições ambientais.
Algumas tornam-se mais fáceis de encontrar ao entardecer ou depois de escurecer. Outras podem alimentar-se durante diferentes períodos.
Por isso, a frase “ataca tomateiros à noite” deve ser entendida como uma simplificação que pode ser válida para determinados organismos ou circunstâncias, não como característica universal das grandes lagartas encontradas num tomateiro.
Os sinais deixados na planta
Quando a lagarta está escondida, os danos tornam-se a primeira pista.
Observe folhas com grandes áreas consumidas.
Em vez dos pequenos orifícios provocados por certos insetos, uma lagarta grande pode remover partes significativas do limbo e deixar apenas porções das nervuras.
Também pode existir desfoliação localizada.
Um ramo aparentemente intacto termina subitamente numa área quase sem folhas, enquanto o restante tomateiro permanece normal.
Dependendo da espécie, podem ocorrer danos em rebentos ou frutos.
Mas não atribua automaticamente qualquer tomate mordiscado à lagarta responsável pela desfoliação. Lesmas, aves, roedores e outros organismos podem produzir danos diferentes.
Existe ainda outra pista muito útil: os excrementos.
Os excrementos ajudam a encontrar a lagarta
Quanto maior a lagarta, mais evidentes podem tornar-se os seus dejetos.
Pequenos montes escuros podem acumular-se sobre folhas inferiores, ramos ou no solo.
Se encontrar excrementos relativamente grandes debaixo de uma área recentemente desfolhada, observe cuidadosamente a vegetação imediatamente acima.
A lagarta pode estar alinhada com um caule ou escondida na parte inferior de uma folha.
Esta técnica é particularmente útil quando a camuflagem torna a observação direta difícil.
Mas os excrementos não são uma prova taxonómica.
Não é possível concluir que existe uma determinada espécie apenas pela presença dessas estruturas.
Funcionam como pista para localizar o animal.
Depois de encontrar a lagarta, características morfológicas e planta hospedeira podem ajudar numa identificação mais rigorosa.
Como procurar lagartas nos tomateiros
Comece na zona onde apareceram danos recentes.
Siga o ramo lentamente.
Observe a superfície superior e inferior das folhas, especialmente junto das nervuras principais.
Examine pecíolos e caules.
Grandes lagartas permanecem frequentemente imóveis durante algum tempo, pelo que é necessário procurar formas e padrões, não apenas movimento.
Depois observe o chão e as folhas inferiores à procura de excrementos.
Se encontrar vários dejetos concentrados numa pequena área, volte a olhar diretamente acima desse ponto.
Também pode repetir a inspeção ao final da tarde.
Quando existe suspeita de uma espécie com maior atividade crepuscular ou noturna, uma lanterna pode facilitar a observação depois de escurecer.
Não é necessário arrancar folhas apenas para procurar a lagarta.
Uma inspeção paciente costuma revelar mais informação do que mexer violentamente em toda a planta.
Quanto dano pode causar uma única lagarta
Larvas grandes precisam de consumir uma quantidade considerável de alimento para completar o desenvolvimento.
Consequentemente, um único indivíduo nas últimas fases larvares pode produzir desfoliação bastante visível.
Isso não significa que exista uma quantidade universal de folhas que cada lagarta consiga consumir.
O impacto depende da espécie, dimensão da larva, duração da alimentação, tamanho do tomateiro e fase da cultura.
Uma planta jovem com pouca folhagem pode sofrer proporcionalmente mais do que um tomateiro grande e vigoroso.
Cinco lagartas representam uma situação muito diferente de uma única larva encontrada ocasionalmente.
Por isso, a avaliação deve combinar número de indivíduos e nível de dano.
A presença de uma lagarta não equivale automaticamente a uma infestação.
Remoção manual como primeira medida
Numa pequena horta, a solução mais simples pode ser também a mais seletiva.
Se encontrar uma ou poucas lagartas responsáveis pelos danos, pode retirá-las manualmente, utilizando luvas se preferir.
Depois continue a observar a planta durante os dias seguintes.
Procure novas folhas comidas e novos excrementos.
Se os danos pararem, pode não existir qualquer necessidade de tratamento adicional.
Esta abordagem evita pulverizar toda a planta para controlar um único indivíduo.
Também permite preservar insetos que não estão envolvidos no problema.
Em culturas domésticas, localizar o organismo antes de tratar deveria ser uma regra básica.
Inimigos naturais também trabalham na horta
As lagartas fazem parte de uma rede alimentar complexa.
Aves insetívoras, artrópodes predadores e diferentes parasitoides podem contribuir para a mortalidade das larvas.
Algumas vespas parasitoides depositam ovos no hospedeiro e as suas larvas desenvolvem-se associadas à lagarta.
Posteriormente podem aparecer pequenas estruturas ou casulos junto do corpo.
Isto não deve ser automaticamente interpretado como uma doença misteriosa.
Quando se confirma que uma lagarta está parasitada, eliminá-la imediatamente pode também eliminar os parasitoides que dela emergiriam.
As relações concretas dependem, contudo, da espécie de lagarta, do parasitoide e da região.
É outra razão para evitar recomendações copiadas diretamente de guias produzidos para ecossistemas de outros continentes.
Bacillus thuringiensis e controlo biológico
Bacillus thuringiensis, frequentemente abreviado para Bt, inclui diferentes estirpes utilizadas no controlo biológico.
Produtos formulados com determinadas estirpes de B. thuringiensis subsp. kurstaki podem atuar sobre larvas de Lepidoptera quando estas ingerem o produto presente no tecido tratado.
A eficácia depende da praga, formulação, momento de aplicação e estado de desenvolvimento da larva. Larvas mais jovens são frequentemente alvos mais adequados do que indivíduos já muito desenvolvidos.
Isto também significa que pulverizar Bt sobre uma grande lagarta sem primeiro identificar o problema pode ser pouco racional.
Em Portugal, a utilização de qualquer produto fitofarmacêutico deve respeitar a autorização existente para o produto, cultura e finalidade específica.
A DGAV esclarece que apenas produtos autorizados para determinada utilização podem ser empregados nas condições aprovadas e disponibiliza o SIFITO para consultar autorizações de venda e finalidades em vigor.
Portanto, a presença da substância ativa Bt num produto não significa automaticamente que esse produto possa ser utilizado em qualquer cultura contra qualquer lagarta.
O rótulo e a autorização portuguesa atual são determinantes.
Quando um tratamento pode ser desnecessário
Imagine que encontra uma única lagarta numa planta adulta com abundante folhagem.
Remove o indivíduo e, durante vários dias, não aparecem novos danos nem excrementos.
Nesse cenário, um tratamento generalizado provavelmente não acrescenta qualquer benefício evidente.
A situação muda se continuar a encontrar larvas e a desfoliação estiver a progredir.
A decisão deve considerar três perguntas simples: qual é o organismo, quantos indivíduos existem e que dano estão efetivamente a provocar.
Este princípio é compatível com a proteção integrada promovida pela DGAV, que privilegia avaliação do problema e técnicas alternativas, restringindo a utilização de produtos fitofarmacêuticos às condições autorizadas.
Intervir proporcionalmente é melhor do que tratar preventivamente qualquer inseto encontrado.
Prevenção começa pela observação
Não é possível impedir que todas as borboletas e mariposas cheguem a uma horta aberta.
Mas é possível detetar os problemas cedo.
Observe regularmente folhas superiores e inferiores.
Procure áreas de desfoliação recente.
Inspecione rebentos e frutos quando existirem sinais compatíveis.
Aprenda também a reconhecer excrementos relativamente grandes sobre as folhas ou no solo.
Uma horta diversificada, sem utilização indiscriminada de inseticidas de largo espectro, também oferece melhores condições para muitos inimigos naturais.
A monitorização permite intervir enquanto existem apenas uma ou duas lagartas, quando a remoção manual ainda é simples.
Esperar até metade da planta estar desfolhada torna qualquer controlo mais difícil.
Uma lagarta também é uma fase de uma borboleta ou mariposa
Todas estas lagartas são fases juvenis de Lepidoptera.
Depois de completar o desenvolvimento, a larva transforma-se em pupa e posteriormente emerge o adulto.
No caso dos Sphingidae, o resultado é uma mariposa-esfinge.
Alguns esfingídeos adultos visitam flores e atuam como polinizadores. A informação ecológica disponível para Agrius convolvuli, por exemplo, classifica o adulto como polinizador.
Isso não significa que seja necessário aceitar danos graves numa cultura para proteger Lepidoptera.
Significa apenas que controlo e eliminação indiscriminada são conceitos diferentes.
Numa horta pequena, pode ser possível retirar seletivamente a lagarta que está a causar prejuízo sem pulverizar toda a vegetação ou eliminar organismos que não estão envolvidos.
Erros frequentes
O primeiro erro é identificar qualquer lagarta verde como “lagarta-do-tomate”.
Outro é procurar na Internet uma fotografia semelhante e assumir que uma espécie norte-americana ocorre automaticamente em Portugal.
Também é incorreto afirmar que todas as grandes lagartas se alimentam apenas durante a noite.
Pulverizar inseticida antes de encontrar o organismo responsável é outro problema frequente.
Os excrementos também podem ser confundidos com ovos. Na realidade, são resíduos da alimentação e funcionam sobretudo como pista para localizar a lagarta.
Nem toda a lagarta encontrada precisa de ser imediatamente eliminada. Primeiro devem ser considerados identificação, número de indivíduos e nível de dano.
Finalmente, nunca utilize um produto fitofarmacêutico simplesmente porque é recomendado num artigo estrangeiro. Em Portugal, cultura, finalidade e produto têm de corresponder às utilizações autorizadas pela DGAV.
Perguntas frequentes
Que lagarta grande come as folhas do tomateiro?
Existem diferentes possibilidades. Várias larvas de Lepidoptera podem utilizar Solanaceae, e uma lagarta verde grande não deve ser identificada automaticamente como o “tomato hornworm” norte-americano. A identificação requer características morfológicas, hospedeiro e distribuição.
Como encontrar uma lagarta escondida no tomateiro?
Comece pelas folhas recentemente comidas e siga os ramos. Observe nervuras, pecíolos, caules e a parte inferior das folhas. Procure também excrementos nas folhas inferiores e no chão.
Os excrementos ajudam a localizar a lagarta?
Sim. Uma concentração de dejetos pode indicar que a larva está na vegetação imediatamente acima. Mas os excrementos, isoladamente, não identificam a espécie.
Estas lagartas alimentam-se apenas à noite?
Não necessariamente. O período de alimentação depende da espécie e das condições ambientais. Algumas podem ser mais fáceis de observar ao entardecer ou durante a noite, mas não existe uma regra universal.
Uma única lagarta pode destruir um tomateiro?
Uma larva grande pode consumir bastante tecido vegetal, mas o impacto depende do tamanho e vigor da planta, da fase da cultura e do desenvolvimento da lagarta. Uma única larva não significa automaticamente que a planta ficará destruída.
Posso retirar as lagartas à mão?
Sim. Numa pequena horta e perante poucos indivíduos, a remoção manual é frequentemente uma das medidas mais simples e seletivas. Continue a monitorizar a planta depois da remoção.
O Bacillus thuringiensis funciona contra estas lagartas?
Determinadas formulações de B. thuringiensis subsp. kurstaki atuam sobre larvas de Lepidoptera por ingestão. A eficácia varia e, em Portugal, só deve ser utilizado um produto autorizado para a cultura e finalidade indicadas no respetivo rótulo. As autorizações atuais podem ser verificadas no SIFITO da DGAV.
Em que se transforma uma lagarta grande encontrada no tomateiro?
Depende da espécie. Se for uma larva de Sphingidae, transforma-se numa mariposa-esfinge depois da fase de pupa. Sem identificar a lagarta não é possível determinar com segurança qual será a espécie adulta.
Conclusão
Folhas comidas e pequenos montes de excrementos podem ser suficientes para revelar que existe uma grande lagarta escondida num tomateiro.
Mas encontrar o animal é apenas o primeiro passo.
Uma lagarta verde, robusta e com uma projeção posterior pode lembrar imediatamente as imagens norte-americanas de “tomato hornworms”. Essa semelhança visual não constitui uma identificação.
Portugal possui a sua própria fauna de Lepidoptera, incluindo esfingídeos documentados no território nacional. Acherontia atropos, por exemplo, é uma espécie válida da família Sphingidae e possui associação conhecida com Solanaceae, incluindo a batateira.
Outras espécies possuem plantas hospedeiras e comportamentos diferentes.
Da mesma forma, a afirmação “ataca tomateiros à noite” deve ser utilizada com prudência. Algumas lagartas podem tornar-se mais ativas ou mais fáceis de observar durante determinados períodos, mas o comportamento depende da espécie e das condições.
Os excrementos oferecem uma pista muito mais prática: procure-os nas folhas inferiores ou no solo e examine cuidadosamente a vegetação acima.
Depois avalie o problema.
Uma ou duas lagartas numa horta doméstica podem muitas vezes ser retiradas manualmente. Se existirem danos progressivos e numerosos indivíduos, outras medidas podem ser consideradas.
Produtos biológicos à base de Bacillus thuringiensis podem ter utilidade contra determinadas larvas de Lepidoptera, mas a utilização deve corresponder às autorizações portuguesas e às instruções do rótulo.
O objetivo não precisa de ser eliminar qualquer lagarta que entre na horta.
Identificar, avaliar e intervir seletivamente permite proteger os tomateiros sem transformar um problema localizado numa aplicação desnecessária de inseticidas.