À primeira vista, muitas tartarugas parecem semelhantes. Todas possuem uma estrutura protetora característica, mas existem diferenças importantes na forma da carapaça, na cabeça, nas patas e na cauda. Conhecer os diferentes tipos de tartarugas permite compreender melhor a sua diversidade e identificar algumas espécies através de características visíveis.
A tartaruga-pintada, a tartaruga-de-orelhas-vermelhas, a tartaruga-caixa e a tartaruga-mordedora-comum representam quatro exemplos interessantes. Todas são originárias da América do Norte, embora algumas tenham sido introduzidas noutras regiões através das atividades humanas.
É importante não confundir estas espécies com os cágados autóctones de Portugal, nomeadamente o cágado-mediterrânico (Mauremys leprosa) e o cágado-de-carapaça-estriada (Emys orbicularis).
Neste artigo, explicamos como reconhecer as quatro espécies norte-americanas, quais são os seus hábitos e por que razão a identificação correta é importante para a conservação dos habitats aquáticos portugueses.
[Inserir imagem — Alt: Quatro tipos de tartarugas com diferenças na carapaça, cabeça e cauda: tartaruga-pintada, tartaruga-de-orelhas-vermelhas, tartaruga-caixa e tartaruga-mordedora-comum]
Índice de conteúdos
- Tipos de tartarugas: principais características
- Tartaruga-pintada
- Tartaruga-de-orelhas-vermelhas
- Tartarugas exóticas e espécies invasoras
- Tartaruga-caixa
- Tartaruga-mordedora-comum
- Cuidados com tartarugas-mordedoras
- Carapaça, plastrão e cauda
- Como distinguir machos e fêmeas
- Alimentação das quatro espécies
- Cágados nativos de Portugal
- Tartarugas exóticas nos habitats portugueses
- O que fazer ao encontrar uma tartaruga na estrada
- Porque nunca se deve levantar uma tartaruga pela cauda
- Tabela comparativa
- Mitos comuns
- Observação responsável
- Importância ecológica
- Conservação em Portugal
- Conclusão
1. Tipos de tartarugas: como distinguir as principais características
As tartarugas pertencem à ordem Testudines, um grupo de répteis caracterizado pela presença de uma estrutura rígida que protege grande parte do corpo.
Esta estrutura é formada por duas regiões principais: a carapaça, localizada na parte superior, e o plastrão, situado na região ventral.
Ambas estão ligadas por estruturas laterais, formando uma proteção que integra elementos do esqueleto.
O que observar primeiro
A forma da carapaça pode ser elevada e arredondada ou relativamente baixa e achatada.
Também é útil observar as cores, os desenhos da cabeça, o comprimento da cauda e a forma das patas.
Espécies aquáticas apresentam frequentemente adaptações à natação, enquanto espécies terrestres podem possuir membros mais robustos para caminhar.
Contudo, a aparência muda com a idade. Alguns indivíduos tornam-se mais escuros e perdem marcas que eram evidentes quando jovens.
A identificação deve considerar ainda a distribuição geográfica e o habitat.
2. Primeira espécie — Tartaruga-pintada (Chrysemys picta)
A tartaruga-pintada é uma espécie de água doce amplamente distribuída em regiões da América do Norte.
Possui geralmente uma carapaça relativamente baixa, lisa e de tonalidade escura, com desenhos que variam conforme a população.
As margens podem apresentar marcas vermelhas, alaranjadas ou amareladas.
Uma tartaruga de cores características
A cabeça, o pescoço e as patas apresentam frequentemente linhas claras ou coloridas.
Estas marcas ajudam à identificação, mas não devem ser utilizadas isoladamente.
Existem diferenças importantes entre as formas geográficas da espécie, sobretudo na distribuição dos desenhos da carapaça e do plastrão.
Além disso, a coloração pode tornar-se menos evidente em exemplares mais velhos.
Habitat e comportamento
A tartaruga-pintada utiliza lagos, charcos e cursos de água de corrente lenta, preferindo frequentemente ambientes com vegetação aquática.
É comum observar indivíduos a apanhar sol sobre troncos ou pedras.
Este comportamento ajuda na regulação da temperatura corporal.
A alimentação é variada e pode incluir plantas aquáticas, insetos, pequenos invertebrados e outros recursos.
Não corresponde a uma espécie nativa portuguesa, mesmo que existam exemplares mantidos em cativeiro fora da América do Norte.

3. Segunda espécie — Tartaruga-de-orelhas-vermelhas (Trachemys scripta elegans)
A tartaruga-de-orelhas-vermelhas é uma subespécie de Trachemys scripta particularmente conhecida devido ao comércio internacional de animais de companhia.
A característica mais reconhecível é uma marca avermelhada situada atrás de cada olho.
A cabeça também apresenta linhas amareladas sobre um fundo geralmente esverdeado ou escuro.
A aparência muda com a idade
Nos juvenis, as cores podem ser bastante vivas e contrastantes.
À medida que envelhecem, alguns exemplares tornam-se mais escuros, e a marca vermelha pode perder visibilidade.
Por isso, a ausência de uma mancha vermelha evidente não exclui automaticamente esta identificação.
É importante observar a combinação entre cabeça, carapaça e restantes características.
Alimentação e habitat
Esta tartaruga utiliza ambientes de água doce, incluindo lagos, charcos e rios de corrente lenta.
Passa bastante tempo na água, mas também procura superfícies expostas ao sol.
É omnívora, consumindo diferentes proporções de plantas e animais conforme a idade e a disponibilidade de alimento.
Os juvenis tendem frequentemente a apresentar maior consumo de alimento animal do que muitos adultos.
4. A tartaruga-de-orelhas-vermelhas e as espécies invasoras
O comércio de tartarugas ornamentais contribuiu para a introdução de Trachemys scripta em numerosos países.
Alguns animais foram abandonados em lagos e rios quando cresceram ou deixaram de ser desejados pelos seus detentores.
Estas libertações podem criar problemas ecológicos nos habitats ocupados por espécies autóctones.
Impactos possíveis
As tartarugas introduzidas podem competir com cágados nativos por locais onde apanham sol, alimento e outros recursos.
Em determinadas situações, também existem preocupações relacionadas com agentes patogénicos e alterações nas comunidades aquáticas.
Os efeitos dependem das espécies envolvidas e das condições do habitat.
Não é correto considerar todas as tartarugas exóticas igualmente invasoras.
Restrições legais na Europa
Trachemys scripta integra a lista de espécies exóticas invasoras que suscitam preocupação na União Europeia.
O Regulamento (UE) n.º 1143/2014 estabelece restrições à introdução, manutenção, comercialização, reprodução e libertação das espécies abrangidas, com disposições específicas para determinadas situações preexistentes.
Em Portugal, também se aplica legislação nacional relativa às espécies exóticas invasoras.
Nunca liberte uma tartaruga de estimação num rio, lago ou charco. Se já possui um animal abrangido por restrições legais, procure orientação junto do ICNF sobre as obrigações aplicáveis.
5. Terceira espécie — Tartaruga-caixa (Terrapene carolina)
A tartaruga-caixa distingue-se facilmente das espécies mais aquáticas devido à sua carapaça elevada e aos hábitos predominantemente terrestres.
O nome Terrapene carolina abrange diferentes formas geográficas, incluindo a tartaruga-caixa-oriental, habitualmente identificada como Terrapene carolina carolina.
A carapaça pode apresentar desenhos amarelos ou alaranjados sobre um fundo castanho-escuro.
Um plastrão articulado
Uma das características mais interessantes é a presença de uma articulação no plastrão.
Esta estrutura permite que muitos indivíduos fechem grande parte da abertura da carapaça quando recolhem a cabeça e os membros.
É uma adaptação defensiva importante contra determinados predadores.
Contudo, não significa que todos os indivíduos, em qualquer idade ou condição, consigam fechar a carapaça da mesma forma.
A articulação encontra-se no plastrão, não numa tampa independente da parte superior.
Vida principalmente terrestre
A tartaruga-caixa utiliza florestas, margens de clareiras e ambientes relativamente húmidos.
Pode procurar pequenas zonas de água, mas passa grande parte do tempo em terra.
Consome frutos, fungos, invertebrados e outros alimentos disponíveis.
Estas características tornam-na bastante diferente das tartarugas que passam a maior parte do dia a nadar.
6. Quarta espécie — Tartaruga-mordedora-comum (Chelydra serpentina)
A tartaruga-mordedora-comum é uma espécie norte-americana de água doce com uma aparência robusta.
Apresenta cabeça relativamente grande, mandíbulas fortes e uma cauda comprida.
A cauda possui uma fileira de escamas elevadas que lhe conferem um aspeto serrilhado.
Carapaça e adaptações
Nos juvenis, a carapaça pode apresentar relevos bastante evidentes.
Com o crescimento, algumas destas irregularidades tornam-se menos pronunciadas.
O plastrão é relativamente reduzido quando comparado com o de muitas outras tartarugas.
A espécie utiliza diferentes habitats de água doce, incluindo lagoas, rios lentos e zonas pantanosas.
Alimentação variada
A tartaruga-mordedora é oportunista e pode consumir invertebrados, peixes, anfíbios, plantas aquáticas e animais mortos.
A dieta muda conforme o tamanho, a estação e os recursos disponíveis.
O seu nome comum está relacionado com a capacidade de morder defensivamente, não com uma tendência permanente para atacar pessoas.
7. Porque a tartaruga-mordedora exige cuidados especiais
Dentro de água, estas tartarugas podem procurar afastar-se quando detetam aproximação humana.
Em terra, porém, podem reagir defensivamente quando se sentem ameaçadas ou impedidas de escapar.
Os movimentos do pescoço podem ser rápidos, e a mordedura pode provocar ferimentos importantes.
Observar sem tocar
Se encontrar uma tartaruga grande e desconhecida, mantenha distância.
Evite colocar as mãos junto da cabeça ou tentar levantar o animal.
Nunca utilize a cauda como ponto de apoio.
A captura e a deslocação devem ficar a cargo de profissionais qualificados, especialmente quando existe risco para pessoas ou para o próprio animal.
8. Carapaça, plastrão e cauda: as diferenças essenciais
A carapaça fornece pistas importantes, mas não determina sozinha a identidade de uma tartaruga.
A tartaruga-pintada apresenta geralmente uma carapaça baixa e relativamente lisa, enquanto a tartaruga-caixa possui uma estrutura muito mais elevada.
A tartaruga-de-orelhas-vermelhas destaca-se pelas marcas da cabeça, especialmente nos exemplares com coloração típica.
O valor do plastrão
O plastrão articulado é particularmente característico da tartaruga-caixa.
Na tartaruga-mordedora, pelo contrário, o plastrão é relativamente pequeno e não permite fechar completamente as aberturas da carapaça.
A cauda comprida e serrilhada constitui outra pista importante nesta última espécie.
O mais fiável é combinar várias características e confirmar a distribuição geográfica.
9. Como distinguir machos e fêmeas
Algumas tartarugas apresentam diferenças visíveis entre os sexos, sobretudo na idade adulta.
O comprimento e a espessura da cauda podem fornecer pistas, tal como o tamanho do corpo e a forma do plastrão.
Contudo, estes critérios variam bastante entre espécies.
Exemplos de diferenças
Em determinadas tartarugas aquáticas, os machos apresentam unhas anteriores mais compridas.
Nas tartarugas-caixa, alguns machos possuem plastrão mais côncavo, embora existam diferenças individuais.
Em várias espécies, as fêmeas adultas atingem dimensões superiores às dos machos.
Não é aconselhável manipular uma tartaruga selvagem para verificar o sexo. A identificação deve privilegiar características observáveis à distância.
10. O que comem estas quatro espécies
As quatro tartarugas apresentam hábitos alimentares distintos, associados às características do habitat e à idade.
A tartaruga-pintada consome plantas aquáticas e diversos pequenos animais.
A tartaruga-de-orelhas-vermelhas também é omnívora, podendo alterar a proporção de alimento vegetal durante o crescimento.
A tartaruga-caixa procura frutos, fungos, minhocas, insetos e outros recursos terrestres.
A tartaruga-mordedora explora uma variedade de organismos aquáticos, incluindo pequenos vertebrados e invertebrados, além de matéria vegetal e cadáveres.
Nenhuma destas espécies deve ser descrita simplesmente como exclusivamente herbívora ou carnívora em todas as fases da vida.
11. As tartarugas de água doce nativas de Portugal
Em Portugal continental existem duas espécies autóctones de cágados particularmente importantes para a conservação.
São o cágado-mediterrânico (Mauremys leprosa) e o cágado-de-carapaça-estriada (Emys orbicularis).
Ambos utilizam ambientes de água doce, embora apresentem diferenças na distribuição e nas preferências de habitat.
Cágado-mediterrânico
O cágado-mediterrânico apresenta geralmente uma carapaça de tonalidade castanha ou esverdeada e marcas claras na cabeça e no pescoço, sobretudo visíveis em alguns indivíduos.
Pode ser observado em rios, ribeiras, lagoas e outras massas de água, frequentemente a apanhar sol.
A sua aparência varia bastante com a idade e com as condições ambientais.
Cágado-de-carapaça-estriada
O cágado-de-carapaça-estriada pode apresentar pequenas manchas ou pontuações amarelas na pele e na carapaça escura.
As marcas variam entre indivíduos e populações.
Está associado a habitats aquáticos adequados, incluindo charcos e zonas húmidas com vegetação.
A conservação desta espécie exige particular atenção à qualidade dos habitats e à ligação entre populações.
Estas duas espécies são descritas nas fichas oficiais do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.
12. Tartarugas exóticas nos rios e lagos portugueses
As tartarugas de estimação libertadas em ambientes naturais podem sobreviver durante longos períodos.
Algumas espécies conseguem reproduzir-se em condições favoráveis, contribuindo para o estabelecimento de populações introduzidas.
Esta situação pode criar pressão adicional sobre os cágados nativos.
Porque a libertação é problemática
Os animais exóticos podem competir por alimento e locais de exposição solar.
Também podem transportar agentes patogénicos ou introduzir novas interações ecológicas nos habitats.
A gravidade dos efeitos varia conforme a espécie e o ambiente.
Se observar uma tartaruga com aparência pouco habitual, fotografe-a à distância e procure orientação de uma entidade competente, em vez de tentar capturá-la por iniciativa própria.
13. O que fazer ao encontrar uma tartaruga na estrada
As tartarugas podem atravessar estradas durante deslocações entre habitats ou na procura de locais de postura.
Nestas situações, a segurança das pessoas deve ser sempre a primeira prioridade.
Nunca trave bruscamente, pare num local perigoso ou entre numa via movimentada para tentar resgatar um animal.
Quando é possível prestar ajuda
Se existir um local seguro para parar e a intervenção for legalmente apropriada, avalie primeiro a espécie e o risco.
Uma tartaruga desconhecida, grande ou com capacidade de morder não deve ser manipulada por pessoas sem experiência.
Quando necessário, contacte as autoridades ambientais ou um serviço de resgate de fauna.
Em situações adequadas, a assistência deve respeitar a direção em que o animal se deslocava, em vez de o transportar arbitrariamente para um lago.
Nunca transfira tartarugas entre habitats sem orientação especializada.
14. Porque nunca se deve levantar uma tartaruga pela cauda
A cauda não é uma pega adequada para transportar tartarugas.
Levantar um animal por esta estrutura pode provocar lesões na coluna, nos tecidos de suporte e na própria cauda.
O peso do corpo e os movimentos defensivos aumentam o risco de ferimentos.
Riscos para as pessoas
Uma tartaruga assustada pode movimentar rapidamente a cabeça e os membros.
Em determinadas espécies, especialmente nas tartarugas-mordedoras, a mordedura constitui um perigo importante.
Não tente agarrar o animal pela cauda para evitar a cabeça.
A observação à distância e a intervenção profissional são alternativas mais seguras.
15. Tabela comparativa dos quatro tipos de tartarugas
| Espécie | Nome científico | Característica distintiva |
|---|---|---|
| Tartaruga-pintada | Chrysemys picta | Carapaça relativamente lisa e margens frequentemente coloridas |
| Tartaruga-de-orelhas-vermelhas | Trachemys scripta elegans | Marca avermelhada atrás do olho |
| Tartaruga-caixa | Terrapene carolina | Carapaça elevada e plastrão articulado |
| Tartaruga-mordedora-comum | Chelydra serpentina | Cabeça robusta, mandíbulas fortes e cauda comprida |
A idade, o sexo, a variação individual e a origem geográfica podem modificar algumas características visíveis.
16. Mitos comuns sobre tartarugas
Todas as tartarugas vivem exclusivamente na água. Algumas, como a tartaruga-caixa, apresentam hábitos predominantemente terrestres.
Todas possuem carapaças semelhantes. A forma, a altura e os desenhos variam bastante.
A tartaruga-de-orelhas-vermelhas é nativa de Portugal. É originária da América do Norte e foi introduzida noutras regiões.
Todas conseguem esconder completamente a cabeça. A capacidade de retração varia entre grupos e espécies.
As tartarugas-mordedoras atacam sempre as pessoas. Muitas reações são defensivas, especialmente quando os animais são ameaçados.
É seguro levantar uma tartaruga pela cauda. Esta prática pode provocar lesões graves.
Libertar uma tartaruga de estimação ajuda o animal. A libertação pode prejudicar o próprio animal e os ecossistemas naturais.
Todas as tartarugas comem o mesmo. As dietas variam conforme a espécie, a idade e o habitat.
A cor da carapaça permite identificar qualquer espécie. É necessário observar várias características.
Uma tartaruga encontrada na estrada deve ser levada para um lago. Transportá-la para um local diferente pode prejudicar o animal e a biodiversidade.
17. Como observar tartarugas sem perturbar os habitats
As tartarugas podem ser observadas em margens de rios, lagoas e outros ambientes aquáticos.
Muitas procuram locais expostos ao sol, especialmente durante períodos de temperatura favorável.
Binóculos e máquinas fotográficas permitem acompanhar o seu comportamento sem aproximação excessiva.
Cuidados durante a observação
Evite entrar na água ou destruir vegetação para conseguir uma fotografia.
Não toque nos ninhos nem recolha ovos encontrados no solo.
Também não ofereça alimentos às tartarugas selvagens.
A observação responsável reduz perturbações e ajuda a conservar os locais utilizados pelos animais.
18. A importância ecológica das tartarugas
As tartarugas participam nas cadeias alimentares aquáticas e terrestres.
Conforme a espécie, podem consumir plantas, invertebrados, pequenos vertebrados e matéria orgânica de origem animal.
Também servem de alimento a determinados predadores, especialmente durante as fases de ovo e juvenil.
Funções diferentes entre espécies
Algumas tartarugas exploram principalmente recursos aquáticos, enquanto outras utilizam ambientes terrestres.
Estas diferenças influenciam a circulação de nutrientes e as relações ecológicas dos habitats.
Não é correto atribuir a todas as espécies uma função idêntica.
A conservação deve considerar a diversidade dos comportamentos e das necessidades ambientais.
19. Conservação das tartarugas em Portugal
Os cágados autóctones dependem da existência de rios, ribeiras, charcos e zonas húmidas com condições apropriadas.
A degradação dos habitats, a poluição, as alterações dos regimes de água e a mortalidade rodoviária representam ameaças relevantes.
As espécies introduzidas podem acrescentar pressões, sobretudo em locais onde os recursos são limitados.
Proteger os habitats naturais
A conservação passa pela manutenção da vegetação das margens, pela proteção das zonas de reprodução e pela redução da contaminação das águas.
Também é importante evitar a circulação desnecessária de veículos em áreas sensíveis.
A monitorização de espécies exóticas e o cumprimento das restrições legais ajudam a prevenir novas introduções.
Para outros conteúdos sobre fauna selvagem, conservação e biodiversidade, consulte o Tesouros do Jardim.
20. Conclusão
Conhecer os diferentes tipos de tartarugas permite reconhecer adaptações que refletem a história evolutiva e os habitats de cada espécie.
A tartaruga-pintada apresenta uma carapaça relativamente lisa e marcas coloridas, enquanto a tartaruga-de-orelhas-vermelhas é frequentemente identificada pela faixa avermelhada atrás dos olhos.
A tartaruga-caixa distingue-se pela carapaça elevada e pelo plastrão articulado, ao passo que a tartaruga-mordedora-comum apresenta cabeça robusta, mandíbulas fortes e cauda comprida.
Contudo, estas quatro espécies são originárias da América do Norte e não representam os cágados autóctones portugueses.
Em Portugal, proteger o cágado-mediterrânico e o cágado-de-carapaça-estriada exige conservar os habitats aquáticos e impedir a libertação de tartarugas exóticas.
A observação à distância, a identificação cuidadosa e o respeito pelas necessidades dos animais são fundamentais para uma convivência responsável.
Cada tartaruga possui características próprias que refletem a sua história evolutiva e o ambiente onde vive. Aprender a distingui-las ajuda a observar a natureza com mais respeito e a proteger as espécies nativas dos nossos rios e zonas húmidas.