As carraças no outono e inverno continuam a merecer atenção, sobretudo em regiões onde as temperaturas se mantêm amenas e existe vegetação húmida. Embora muitas pessoas associem estes pequenos parasitas aos meses quentes, algumas espécies podem permanecer ativas durante o outono e em determinados dias de inverno.
As carraças são aracnídeos que se alimentam de sangue e podem encontrar-se em jardins, campos, pastagens, zonas florestais e trilhos naturais. Algumas espécies também parasitam cães, gatos e outros animais domésticos.
Três espécies norte-americanas frequentemente ilustradas em materiais educativos são Ixodes scapularis, Dermacentor variabilis e Amblyomma americanum. Contudo, em Portugal, é especialmente importante conhecer Ixodes ricinus, Rhipicephalus sanguineus e determinadas espécies do género Dermacentor.
Compreender os seus habitats, a atividade sazonal e os cuidados preventivos ajuda a reduzir o risco de picadas e de doenças transmitidas por estes parasitas.
[Inserir imagem — Texto alternativo: Três espécies de carraças ilustradas durante o outono e inverno, com diferenças entre carraças norte-americanas e carraças presentes em Portugal, incluindo Ixodes ricinus, Rhipicephalus sanguineus e Dermacentor]
Índice
- Carraças no outono e inverno: atividade sazonal
- O que são as carraças e como encontram hospedeiros
- Três espécies norte-americanas
- Espécies importantes em Portugal
- Influência da temperatura e da humidade
- Onde vivem as carraças nos jardins
- Doenças transmitidas às pessoas
- Riscos para cães e gatos
- Como verificar o corpo e os animais
- Remoção correta de uma carraça
- Prevenção durante atividades ao ar livre
- Gestão do jardim e biodiversidade
- Comparação das espécies
- Mitos e erros frequentes
- Conclusão
Carraças no outono e inverno: porque continuam a ser importantes
As carraças são animais ectotérmicos, o que significa que a sua atividade é influenciada pelas condições térmicas do ambiente.
O frio pode reduzir os seus movimentos, mas não provoca necessariamente a morte dos indivíduos presentes no solo ou na vegetação. Algumas espécies procuram microambientes protegidos e retomam a atividade quando as condições se tornam favoráveis.
A humidade também é essencial, pois as carraças são vulneráveis à perda de água. A vegetação rasteira e a camada superficial do solo podem proporcionar condições adequadas mesmo quando o ar está relativamente frio.
O Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) refere que Ixodes ricinus apresenta padrões sazonais variáveis, podendo ter períodos importantes de atividade na primavera e no outono. Invernos amenos podem favorecer atividade mais precoce. Factsheet for experts
O que são as carraças
As carraças pertencem à classe Arachnida e ao grupo Acari. Não são insetos: enquanto os insetos adultos possuem três pares de patas, as carraças nas fases de ninfa e adulto possuem quatro pares.
Existem carraças duras, pertencentes à família Ixodidae, e carraças moles, da família Argasidae.
As carraças duras passam geralmente pelas fases de ovo, larva, ninfa e adulto. As larvas possuem três pares de patas e necessitam, tal como as fases seguintes, de alimentação adequada para completar o desenvolvimento.
Como encontram os hospedeiros
Muitas carraças utilizam um comportamento chamado questing, permanecendo na vegetação à espera da passagem de um hospedeiro.
Conseguem detetar estímulos ambientais, incluindo dióxido de carbono, temperatura, vibrações e alterações da humidade.
Ao contrário de uma crença popular, as carraças não voam nem saltam normalmente para as pessoas. O contacto ocorre frequentemente quando alguém roça na vegetação onde estão posicionadas.
Três espécies norte-americanas frequentemente ilustradas
1. Ixodes scapularis — carraça-do-veado americana
Conhecida como carraça-de-patas-negras, Ixodes scapularis ocorre principalmente no leste da América do Norte.
É um vetor importante de bactérias do complexo Borrelia burgdorferi sensu lato, associadas à borreliose de Lyme. Os adultos podem procurar hospedeiros durante o outono e em períodos de inverno com condições favoráveis.
Esta espécie não deve ser confundida com Ixodes ricinus, presente na Europa. Apesar de partilharem características ecológicas e importância médica, são espécies diferentes.

2. Dermacentor variabilis — carraça-americana-do-cão
Esta espécie é encontrada na América do Norte e pode parasitar cães, outros mamíferos e seres humanos.
Apresenta padrões ornamentados na superfície dorsal e está associada à transmissão de determinados agentes patogénicos, incluindo Rickettsia rickettsii em regiões onde ocorre a febre maculosa das Montanhas Rochosas.
Esta doença tem um contexto epidemiológico norte-americano específico. Não deve ser automaticamente associada às carraças habitualmente encontradas nos jardins portugueses.
3. Amblyomma americanum — carraça-estrela-solitária
A carraça-estrela-solitária ocorre sobretudo na América do Norte. As fêmeas adultas distinguem-se frequentemente por uma pequena mancha clara no escudo dorsal.
Essa característica não está presente em todos os indivíduos e fases de desenvolvimento.
A espécie é especialmente conhecida pela associação entre algumas das suas picadas e a síndrome alfa-gal, uma condição alérgica que pode surgir em pessoas sensibilizadas.
A síndrome alfa-gal
A síndrome alfa-gal envolve uma reação imunitária à molécula galactose-alfa-1,3-galactose, presente em tecidos de muitos mamíferos.
Algumas pessoas sensibilizadas desenvolvem reações alérgicas tardias após consumirem carne de mamíferos ou determinados produtos que contêm alfa-gal. Os sintomas e os fatores desencadeantes variam individualmente.
Nem todas as picadas provocam esta síndrome, que não deve ser apresentada como consequência habitual das carraças em Portugal.
Os CDC norte-americanos explicam que a ligação à carraça-estrela-solitária é particularmente importante nos Estados Unidos, continuando a investigação sobre outras espécies. CDC
As principais carraças de interesse em Portugal
Ixodes ricinus — importante para a borreliose de Lyme
Ixodes ricinus encontra-se em diferentes regiões europeias, incluindo Portugal, sobretudo em ambientes que proporcionam vegetação e humidade adequadas.
Pode parasitar mamíferos, aves e répteis, utilizando diferentes hospedeiros ao longo do ciclo de vida.
É um vetor relevante de bactérias do complexo Borrelia burgdorferi sensu lato, responsáveis pela borreliose de Lyme.
A presença da espécie não significa que todos os indivíduos estejam infetados. A proporção de carraças portadoras de agentes patogénicos depende da região e de numerosos fatores ecológicos.
Rhipicephalus sanguineus — a carraça-do-cão
O complexo Rhipicephalus sanguineus sensu lato está particularmente associado aos cães e encontra-se em Portugal.
Pode desenvolver-se em ambientes exteriores e, em determinadas condições, estabelecer infestações em canis, abrigos e espaços ligados à presença de cães.
Apresenta importância veterinária e também está associado à transmissão de determinadas riquétsias, incluindo agentes relevantes para a saúde humana.
A prevenção deve ser planeada com aconselhamento veterinário, considerando o animal, o ambiente e a frequência de exposição.
Dermacentor — espécies europeias
Em Portugal existem registos de espécies do género Dermacentor, incluindo D. marginatus e D. reticulatus, embora a distribuição e a frequência não sejam iguais em todo o território.
Estas carraças podem utilizar diferentes hospedeiros e habitats, apresentando padrões de atividade relacionados com o clima e as características locais.
Algumas espécies possuem relevância veterinária ou capacidade de transmitir determinados agentes patogénicos. No entanto, não se deve assumir que todas transmitem as mesmas doenças que Dermacentor variabilis na América do Norte.
Outras espécies presentes
O género Hyalomma, incluindo Hyalomma marginatum e Hyalomma lusitanicum, integra igualmente a diversidade de carraças de interesse na Península Ibérica.
Estas espécies diferem nos habitats, hospedeiros e comportamentos. A sua distribuição regional e a importância epidemiológica exigem avaliação específica, não sendo apropriado considerar todas as carraças igualmente comuns.
Porque algumas carraças permanecem ativas durante o frio
A sobrevivência das carraças depende de uma combinação de temperatura, humidade, abrigo e disponibilidade de hospedeiros.
A camada de folhas caídas e o solo podem funcionar como ambientes de proteção térmica e conservação de humidade. Quando ocorrem períodos amenos, alguns indivíduos podem regressar à vegetação para procurar hospedeiros.
Não existe uma temperatura universal, como 7 °C ou 10 °C, abaixo da qual todas as espécies deixam de estar ativas.
A temperatura junto ao solo pode diferir da temperatura do ar, e o comportamento também varia conforme a fase de desenvolvimento. Por isso, um dia de inverno relativamente quente não deve ser automaticamente considerado livre de carraças.
Onde podem existir carraças no quintal
As carraças podem encontrar condições favoráveis em ervas altas, margens de jardins, arbustos, vegetação húmida e zonas de transição entre espaços abertos e áreas arborizadas.
Também podem ocorrer junto de locais frequentados por animais domésticos ou selvagens.
A presença de folhas caídas não significa necessariamente infestação. A manta morta tem funções ecológicas importantes, incluindo proteção do solo e abrigo de numerosos organismos.
Uma abordagem equilibrada consiste em manter caminhos e zonas frequentemente utilizadas com vegetação controlada, preservando áreas naturais adequadas afastadas dos locais de maior circulação.
Carraças e animais selvagens
Pequenos mamíferos, aves, ungulados e carnívoros podem servir de hospedeiros para diferentes fases do desenvolvimento das carraças.
A circulação destes animais influencia a distribuição dos parasitas na paisagem, mas não significa que a fauna selvagem deva ser eliminada ou afastada indiscriminadamente.
A ecologia das carraças resulta das relações entre hospedeiros, vegetação, clima e características do habitat.
Proteger a biodiversidade e gerir o risco de exposição são objetivos compatíveis quando se adotam medidas direcionadas e proporcionais.
Doenças transmitidas por carraças em Portugal
Uma picada de carraça não provoca automaticamente uma infeção. O risco depende da espécie, da presença de agentes patogénicos, das circunstâncias da exposição e das características da transmissão.
Borreliose de Lyme
A borreliose de Lyme é causada por bactérias do complexo Borrelia burgdorferi sensu lato, transmitidas através de carraças vetoras competentes, incluindo Ixodes ricinus.
Entre os sintomas iniciais possíveis encontram-se febre, fadiga, dores musculares e uma lesão cutânea em expansão chamada eritema migrante.
Esta manifestação nem sempre apresenta o aspeto clássico de alvo, e nem todas as pessoas infetadas desenvolvem uma erupção reconhecível. Sem avaliação e tratamento adequados, podem ocorrer complicações articulares, neurológicas ou cardíacas.
Febre escaro-nodular
A febre escaro-nodular, também conhecida como febre botonosa mediterrânica, é uma riquetsiose relevante em Portugal, associada a Rickettsia conorii e à transmissão por carraças competentes.
Pode provocar febre, dores de cabeça, dores musculares, erupção cutânea e, em alguns casos, uma lesão escura no local da picada.
Não é a mesma doença que a febre maculosa das Montanhas Rochosas, embora ambas envolvam bactérias do género Rickettsia. A avaliação médica é importante perante sintomas compatíveis. DGS
Carraças nos cães e gatos
Os cães podem ser expostos a carraças durante passeios, atividades em jardins ou contacto com vegetação. Algumas infeções transmitidas por estes parasitas incluem babesiose, ehrlichiose e anaplasmose.
Os sinais possíveis incluem febre, apatia, fraqueza e diminuição do apetite, mas não permitem identificar uma doença sem avaliação veterinária.
Os gatos também podem transportar carraças, especialmente quando têm acesso ao exterior. A prevenção deve utilizar exclusivamente produtos adequados à espécie e às características do animal.
Atenção à permetrina: determinados antiparasitários destinados a cães contêm concentrações de permetrina altamente tóxicas para gatos. Nunca aplique um produto exclusivo para cães num gato. ESCCAP
Como verificar o corpo e os animais após um passeio
Depois de caminhar por áreas com vegetação, é útil examinar o corpo, sobretudo as pernas, a região atrás dos joelhos, a cintura, as axilas, o couro cabeludo e outras pregas cutâneas.
As carraças podem ser muito pequenas, particularmente na fase de ninfa. Uma observação cuidadosa aumenta a possibilidade de as identificar antes de permanecerem muito tempo fixadas.
Nos cães e gatos, examine especialmente as orelhas, o pescoço, a região sob a coleira, entre os dedos, as axilas, as virilhas e a base da cauda.
Mesmo os animais protegidos por antiparasitários devem ser inspecionados, porque nenhum método oferece proteção absoluta.
Como remover uma carraça corretamente
Se encontrar uma carraça fixada na pele, a remoção deve ser feita o mais rapidamente possível.
- Utilize uma pinça de pontas finas ou um removedor próprio.
- Segure a carraça o mais próximo possível da superfície da pele, evitando comprimir o abdómen.
- Com uma pinça, puxe de forma contínua e uniforme, sem torcer nem dar puxões bruscos.
- Se utilizar um dispositivo específico, siga as respetivas instruções.
- Limpe a zona afetada e lave bem as mãos.
- Registe a data da remoção e observe eventuais alterações posteriores.
Não aplique óleo, vaselina, verniz, álcool ou calor sobre uma carraça ainda fixada para tentar fazê-la soltar-se.
Estas recomendações estão de acordo com as orientações dos CDC sobre a remoção segura de carraças. CDC
Quando procurar assistência médica
Procure avaliação médica se surgir uma mancha cutânea em expansão, febre, dor de cabeça intensa, fadiga marcada, dores musculares ou articulares, ou alterações neurológicas após uma possível exposição.
Os sintomas podem aparecer dias ou semanas depois, mesmo que a carraça já não esteja presente.
Uma picada isolada não implica automaticamente necessidade de antibióticos. Essa decisão depende da avaliação clínica e das recomendações aplicáveis.
Como prevenir picadas durante o outono e inverno
A prevenção das picadas baseia-se em reduzir o contacto com vegetação onde as carraças possam estar presentes.
Em passeios por trilhos, campos e áreas florestais, prefira caminhos mantidos, utilize calças compridas e calçado adequado e considere repelentes autorizados, respeitando as indicações do rótulo.
Após atividades ao ar livre, examine a pele, a roupa e os animais domésticos. A utilização de antiparasitários veterinários apropriados deve considerar a exposição e as recomendações do médico veterinário.
Como gerir o jardim sem prejudicar a biodiversidade
Um jardim favorável à biodiversidade não precisa de apresentar vegetação excessivamente alta em todas as zonas.
É possível manter caminhos definidos, controlar ervas altas junto de áreas de descanso e verificar regularmente os espaços utilizados pelos animais domésticos.
As folhas caídas podem permanecer em zonas adequadas, onde ajudam a proteger o solo e oferecem abrigo a invertebrados. A remoção seletiva nas áreas de circulação intensa pode integrar uma gestão equilibrada.
Evite aplicar pesticidas indiscriminadamente, pois podem afetar organismos que não são o alvo do tratamento.
Para mais conteúdos sobre jardinagem e equilíbrio ecológico, consulte o Tesouros do Jardim.
Alterações climáticas e atividade das carraças
As alterações das temperaturas e dos padrões de precipitação podem influenciar a distribuição e a duração dos períodos de atividade das carraças.
Invernos mais amenos podem favorecer algumas espécies, enquanto secas prolongadas e temperaturas excessivamente elevadas podem limitar a atividade de outras.
A disponibilidade de hospedeiros e as mudanças na utilização do solo também são importantes. Por isso, não é correto atribuir todas as alterações locais das populações de carraças exclusivamente às alterações climáticas.
Tabela comparativa das principais espécies
| Espécie | Distribuição principal | Informação relevante |
|---|---|---|
| Ixodes scapularis | América do Norte | Importante vetor de agentes da doença de Lyme |
| Dermacentor variabilis | América do Norte | Associada a determinadas riquetsioses |
| Amblyomma americanum | América do Norte | Associada à síndrome alfa-gal |
| Ixodes ricinus | Europa, incluindo Portugal | Relevante para a borreliose de Lyme |
| Rhipicephalus sanguineus s.l. | Distribuição ampla, incluindo Portugal | Importância veterinária e em algumas riquetsioses |
| Dermacentor spp. | Várias regiões europeias, incluindo Portugal | Importância variável conforme a espécie |
A tabela distingue as espécies norte-americanas utilizadas como exemplos educativos das carraças com maior relevância para o contexto português. A presença regional e a capacidade de transmissão variam.
Mitos comuns sobre as carraças
As carraças desaparecem no inverno. Algumas espécies reduzem a atividade durante o frio, mas podem sobreviver e permanecer ativas em condições favoráveis.
Todas ficam inativas abaixo dos 10 °C. Não existe um limiar térmico universal aplicável a todas as espécies e habitats.
As carraças são insetos que saltam das árvores. São aracnídeos e muitas espécies aguardam pelos hospedeiros na vegetação.
Todas as carraças transmitem doenças. Apenas determinadas carraças infetadas podem transmitir agentes patogénicos específicos.
Todas as picadas exigem antibióticos. A necessidade de tratamento depende da situação clínica e da avaliação médica.
A síndrome alfa-gal surge após qualquer picada. Trata-se de uma reação alérgica que ocorre apenas em algumas pessoas sensibilizadas.
Os antiparasitários para cães servem também para gatos. Alguns produtos caninos podem ser altamente tóxicos para os felinos.
Aplicar óleo ou calor facilita uma remoção segura. Estes métodos são desaconselhados; a extração mecânica adequada é preferível.
Eliminar todas as folhas resolve o problema. A redução do risco depende de várias medidas e não exige destruir indiscriminadamente habitats importantes.
Conclusão
As carraças no outono e inverno demonstram que os riscos associados aos parasitas não dependem exclusivamente das estações mais quentes.
A temperatura, a humidade, a vegetação e a disponibilidade de hospedeiros influenciam a sobrevivência e a atividade de cada espécie. Em dias amenos, algumas carraças podem continuar a procurar hospedeiros, mesmo durante o inverno.
As três espécies norte-americanas frequentemente apresentadas em infografias — Ixodes scapularis, Dermacentor variabilis e Amblyomma americanum — não devem ser confundidas com as carraças de maior interesse em Portugal.
No território português, importa conhecer sobretudo Ixodes ricinus, Rhipicephalus sanguineus sensu lato e espécies locais de Dermacentor, considerando os diferentes riscos para pessoas e animais.
A inspeção depois dos passeios, a remoção rápida das carraças, a proteção veterinária adequada e a manutenção equilibrada dos jardins são medidas simples que ajudam a reduzir a exposição.
Mesmo quando as temperaturas descem, a prevenção das picadas de carraças continua a ser importante. Conhecer as espécies da região e adotar cuidados simples ajuda a proteger pessoas e animais.