Quando chegam os meses frios, muitos sapos, rãs e salamandras tornam-se menos visíveis nos jardins. No entanto, isso não significa que tenham desaparecido. Compreender onde passam o inverno os anfíbios ajuda a proteger estes animais e os pequenos habitats de que dependem.
Os anfíbios são vertebrados ectotérmicos, cuja temperatura corporal e actividade são fortemente influenciadas pelo ambiente. Durante períodos frios ou secos, podem procurar folhas caídas, cavidades subterrâneas, charcos ou espaços húmidos sob troncos e pedras.
Estes quatro tipos de abrigo oferecem condições diferentes de temperatura, humidade e protecção. A sua utilização depende da espécie, da região e das condições meteorológicas.
Em Portugal, onde muitos invernos são relativamente amenos e chuvosos, alguns anfíbios continuam activos durante parte da estação. Podem desaparecer da nossa vista durante algum tempo sem desaparecerem do ecossistema.
[Inserir imagem — Texto alternativo: Onde passam o inverno os anfíbios, mostrando rãs entre folhas caídas, sapos em cavidades subterrâneas, rãs junto ao fundo de um charco e salamandras protegidas por troncos húmidos]
Índice de conteúdos
- Onde passam o inverno os anfíbios
- Importância dos abrigos naturais
- Folhas caídas e vegetação
- Protecção oferecida pelas folhas
- A rã-da-madeira americana
- A rela-comum portuguesa
- Solo e cavidades subterrâneas
- Como os sapos utilizam o solo
- O sapo-de-unha-negra
- Protecção dos refúgios subterrâneos
- Charcos e habitats aquáticos
- A rã-verde-ibérica
- Respiração dos anfíbios
- Conservação dos charcos
- Profundidade e qualidade da água
- Troncos e madeira em decomposição
- Salamandras e humidade
- A salamandra-de-pintas-amarelas
- Diferenças entre salamandras e tritões
- O clima português
- Hibernação, brumação e dormência
- Criar um canto húmido no jardim
- Aproveitar folhas caídas
- Refúgios com troncos e pedras
- Segurança das telas de jardim
- Perigos da queima de folhas
- Limpezas durante o inverno
- Encontro com anfíbios
- Fungos e doenças
- Protecção contra animais domésticos
- Alimentação dos anfíbios
- Importância dos charcos para reprodução
- Tabela dos quatro refúgios
- Mitos comuns
- Conclusão
1. Onde passam o inverno os anfíbios: compreender a sua sobrevivência
Os anfíbios dependem das condições ambientais para regular a temperatura corporal. Quando o frio aumenta, muitas espécies reduzem a actividade e procuram locais protegidos.
A humidade também é fundamental, pois a pele participa em importantes processos fisiológicos.
Contudo, nem todos entram numa dormência prolongada. Em noites amenas e chuvosas, alguns continuam a deslocar-se e a procurar alimento.
O comportamento varia entre espécies, populações e regiões.
2. Porque os anfíbios precisam de abrigos naturais
Os refúgios naturais oferecem protecção contra temperaturas extremas, vento e desidratação.
Também podem reduzir a exposição a predadores e proporcionar microclimas mais estáveis.
A vegetação, o solo, a água e a madeira em decomposição criam condições distintas que beneficiam diferentes animais.
Um jardim com vários tipos de habitat oferece mais possibilidades do que um terreno completamente descoberto.
3. Primeiro abrigo — Folhas caídas e vegetação no solo
As folhas acumuladas sobre o solo formam uma camada natural conhecida como manta morta.
Esta camada conserva alguma humidade, reduz a exposição ao vento e proporciona pequenos espaços protegidos.
Algumas rãs e outros anfíbios podem utilizar a manta morta ou o solo imediatamente abaixo dela.
Além disso, as folhas sustentam fungos e invertebrados que participam na decomposição e nas redes alimentares.

4. Como as folhas protegem os pequenos anfíbios
Os espaços entre folhas permitem a circulação de ar e ajudam a moderar algumas variações de temperatura.
A proximidade do solo pode proporcionar condições mais húmidas do que a superfície exposta.
Contudo, um monte de folhas completamente seco não constitui necessariamente um abrigo adequado.
A protecção depende da humidade, da espessura da camada, do vento e da temperatura.
5. A rã-da-madeira e a tolerância ao congelamento
A rã-da-madeira, Lithobates sylvaticus, é uma espécie norte-americana conhecida pela sua capacidade de tolerar o congelamento parcial do corpo.
Durante este processo, alterações metabólicas e substâncias crioprotectoras ajudam a limitar danos celulares.
Trata-se de uma adaptação fisiológica extraordinária, mas não comum a todos os anfíbios.
Esta espécie não pertence à fauna autóctone portuguesa. Não devemos, portanto, presumir que as rãs dos nossos jardins sobrevivem a um congelamento semelhante.
6. Rela-comum e pequenos anfíbios dos jardins portugueses
A rela-comum, Hyla molleri, é um pequeno anfíbio presente na Península Ibérica.
Possui adaptações que facilitam a deslocação sobre plantas e utiliza vegetação próxima de habitats aquáticos adequados à reprodução.
A sua actividade varia conforme a temperatura, a humidade e a época do ano.
Durante períodos desfavoráveis, pode procurar refúgios protegidos. Contudo, não apresenta necessariamente a mesma tolerância ao congelamento da rã-da-madeira americana.
7. Segundo abrigo — O solo e as cavidades subterrâneas
O solo oferece condições geralmente mais estáveis do que uma superfície completamente exposta.
Alguns anfíbios utilizam buracos existentes, cavidades entre raízes ou espaços debaixo de pedras.
Outros apresentam adaptações para escavar em terrenos apropriados.
A profundidade utilizada depende da espécie, das condições do solo e do clima, não existindo uma medida universal para todos os animais.
8. Como os sapos utilizam o solo durante o inverno
O sapo-comum, Bufo spinosus, pode procurar cavidades protegidas e locais com vegetação durante períodos de menor actividade.
O sapo-corredor, Epidalea calamita, utiliza diferentes refúgios terrestres e apresenta comportamentos adaptados aos seus habitats.
Estas espécies não escavam obrigatoriamente à mesma profundidade.
A presença de solo adequado e locais pouco perturbados pode facilitar a conservação de refúgios naturais.
9. O sapo-de-unha-negra e a sua capacidade de escavar
O sapo-de-unha-negra, Pelobates cultripes, apresenta adaptações especiais nos membros posteriores que facilitam a escavação.
Está associado, entre outros ambientes, a solos relativamente soltos e arenosos.
O enterramento permite-lhe procurar condições mais favoráveis de humidade e temperatura.
Este comportamento não ocorre exclusivamente no inverno, podendo também ser importante durante períodos de calor e secura.
10. A importância de não revolver o solo desnecessariamente
As escavações profundas e a mobilização intensa do solo podem perturbar animais escondidos.
Enxadas, pás e outras ferramentas podem provocar ferimentos acidentais em anfíbios que utilizam cavidades subterrâneas.
É preferível observar previamente a área e limitar as intervenções ao necessário.
A jardinagem continua a ser possível durante o inverno, desde que respeite os habitats presentes.
11. Terceiro abrigo — Charcos, lagoas e outros habitats aquáticos
Algumas espécies de anfíbios permanecem em ambientes aquáticos durante parte do inverno.
A temperatura, a concentração de oxigénio e a qualidade da água influenciam as condições disponíveis.
A vegetação e os sedimentos podem oferecer zonas de refúgio.
Contudo, nem todas as espécies utilizam o fundo dos charcos, e algumas passam a estação fria sobretudo em terra.
12. As rãs-verdes e os habitats aquáticos portugueses
A rã-verde-ibérica, Pelophylax perezi, encontra-se associada a charcos, lagoas, valas e outros ambientes de água doce.
Pode procurar zonas protegidas nas margens ou permanecer em habitats aquáticos, dependendo das condições.
Durante períodos amenos, também pode apresentar actividade.
Não é correcto afirmar que todas as rãs-verdes passam o inverno imóveis e enterradas no fundo dos charcos.
13. Como os anfíbios respiram durante períodos de baixa actividade
Os anfíbios apresentam diferentes mecanismos respiratórios ao longo da vida.
Muitos adultos utilizam pulmões e conseguem realizar trocas gasosas através da pele húmida. A respiração pela superfície da boca e da faringe também pode contribuir.
Algumas espécies conseguem permanecer submersas durante períodos prolongados em condições favoráveis.
Contudo, a disponibilidade de oxigénio é essencial, e nem todos os anfíbios conseguem sobreviver indefinidamente debaixo de água.
14. Porque não devemos esvaziar charcos sem avaliar o impacto
Um charco pode acolher anfíbios, larvas aquáticas, insetos e vegetação especializada.
Esvaziá-lo completamente pode destruir refúgios e perturbar organismos que permanecem pouco visíveis.
A organização Froglife, nas orientações sobre rãs e sapos nos jardins, explica que alguns anfíbios podem utilizar charcos durante o inverno, enquanto outros preferem refúgios terrestres. froglife.org
Quando forem necessárias reparações ou intervenções de segurança, estas devem ser planeadas para minimizar os impactos.
15. A importância da profundidade e da qualidade da água
A profundidade influencia a estabilidade térmica e a capacidade de um charco manter água durante o ano.
Contudo, a presença de água mais funda não garante automaticamente boas condições.
A acumulação excessiva de matéria orgânica pode afectar o oxigénio disponível, enquanto a poluição prejudica os organismos aquáticos.
Em regiões frias, o gelo também pode alterar as condições do habitat.
O desenho de um charco deve considerar as espécies presentes, a segurança e as características locais.
16. Quarto abrigo — Troncos caídos e madeira em decomposição
A madeira caída pode criar pequenos espaços protegidos junto ao solo.
A sombra, a humidade e a decomposição gradual favorecem diferentes comunidades de organismos.
Os anfíbios podem utilizar principalmente a zona húmida debaixo dos troncos, e não necessariamente o interior seco da madeira.
À medida que a decomposição avança, as características do refúgio também se modificam.
17. Salamandras e a importância dos refúgios húmidos
Muitas salamandras dependem de ambientes terrestres frescos e húmidos.
Podem procurar protecção sob pedras, folhas e madeira caída, especialmente em zonas florestais.
A humidade ajuda a limitar a perda de água através da pele.
Contudo, as necessidades variam entre espécies e nem todas passam o inverno em dormência contínua.
18. A salamandra-de-pintas-amarelas em Portugal
A salamandra-de-pintas-amarelas, Salamandra salamandra, está associada a habitats terrestres húmidos, incluindo bosques e vales com condições favoráveis.
Utiliza refúgios sob pedras, folhas e troncos, podendo surgir à superfície durante noites chuvosas.
As estratégias reprodutivas e a actividade sazonal variam entre populações.
Em muitas zonas portuguesas, as condições frescas e húmidas do outono e inverno podem favorecer a actividade desta espécie, em vez de provocarem uma longa dormência.
19. Salamandras e tritões: diferenças essenciais
Salamandras e tritões pertencem ao grupo dos anfíbios com cauda na fase adulta.
Muitas salamandras apresentam hábitos predominantemente terrestres, enquanto diversos tritões utilizam ambientes aquáticos durante a reprodução.
Em Portugal ocorrem espécies como o tritão-marmorado, Triturus marmoratus, e o tritão-de-ventre-laranja, Lissotriton boscai.
As necessidades de abrigo, a actividade terrestre e a duração das fases aquáticas variam entre espécies.
20. O clima de Portugal e o comportamento dos anfíbios
Portugal apresenta condições climáticas muito diferentes entre regiões.
No Norte e em zonas montanhosas, as temperaturas invernais podem ser relativamente baixas. No Sul mediterrânico, os invernos são frequentemente mais amenos, embora a disponibilidade de água seja variável.
A precipitação pode estimular a actividade de determinados anfíbios.
Em várias regiões, os verões quentes e secos representam desafios tão importantes como o frio invernal.
21. Hibernação, brumação e dormência: conceitos importantes
A palavra hibernação é frequentemente utilizada para descrever períodos prolongados de actividade reduzida.
Nos animais ectotérmicos, também se utiliza o termo brumação para determinados estados de dormência associados ao frio.
Contudo, a terminologia científica varia conforme o grupo e os processos fisiológicos envolvidos.
Alguns anfíbios permanecem pouco activos durante semanas, enquanto outros aproveitam períodos amenos para sair dos refúgios.
Por isso, a expressão popular dormir durante o inverno simplifica comportamentos bastante diferentes. Amphibian and Reptile Conservation
22. Como criar um canto húmido para anfíbios no jardim
Um pequeno espaço naturalizado pode oferecer condições favoráveis a determinados anfíbios.
Escolha uma zona com sombra parcial, mantenha vegetação adequada e preserve alguma manta morta.
Pequenos troncos estáveis e não tratados podem criar abrigo junto ao solo.
Evite pesticidas desnecessários e mantenha a humidade sem provocar acumulações de água contaminada.
Estas medidas criam oportunidades de habitat, mas não garantem que os anfíbios ocupem o local.
23. Como utilizar folhas caídas sem prejudicar o jardim
As folhas podem permanecer em pequenas camadas sob arbustos e noutras zonas apropriadas.
Nos relvados, acumulações demasiado espessas podem prejudicar a vegetação.
É importante manter caminhos e sistemas de drenagem desobstruídos.
Em áreas portuguesas sujeitas a perigo de incêndio, a quantidade e a localização do material seco devem respeitar as regras de gestão de combustível.
As folhas podem também ser utilizadas em compostagem apropriada.
24. Pequenas pilhas de troncos e pedras: como criar refúgios seguros
Escolha peças de madeira natural que possam ser movimentadas sem risco.
Disponha pequenos troncos em contacto com o solo, numa área protegida e sem perigo de inundação.
Pedras estáveis podem formar espaços adicionais, desde que não possam rolar ou desabar.
Uma estrutura baixa é geralmente mais segura do que uma pilha elevada.
A Amphibian and Reptile Conservation recomenda a criação de refúgios com troncos e vegetação, valorizando especialmente locais húmidos e pouco perturbados. Amphibian and Reptile Conservation
25. Porque não devemos cobrir tudo com telas
Algumas redes e telas de jardim podem dificultar os movimentos dos pequenos animais.
Malhas soltas ou inadequadas podem provocar emaranhamento, enquanto determinados materiais criam barreiras entre habitats.
Isso não significa que todas as redes sejam perigosas.
A segurança depende do material, da dimensão da malha, da instalação e da finalidade.
Sempre que possível, privilegie soluções que mantenham passagens naturais para a fauna.
26. Porque nunca devemos queimar pilhas de folhas sem verificar o local
Pilhas de folhas e ramos podem esconder anfíbios, pequenos mamíferos e numerosos invertebrados.
A sua queima pode provocar a morte dos animais e destruir habitats.
Também representa riscos de incêndio e de exposição ao fumo.
É preferível recorrer à compostagem ou a outras formas adequadas de gestão dos resíduos vegetais.
Qualquer utilização do fogo deve respeitar as regras e restrições legais aplicáveis.
27. O perigo das limpezas de jardim durante o inverno
Mover troncos, retirar pedras ou revolver camadas profundas de folhas pode perturbar animais escondidos.
O mesmo acontece quando se esvaziam charcos sem avaliar a fauna existente.
A manutenção deve ser selectiva e realizada com atenção às condições do jardim.
Quando surgirem riscos imediatos de segurança, a intervenção pode ser necessária, mas deve procurar minimizar a perturbação.
28. O que fazer quando encontramos um anfíbio durante a jardinagem
Se encontrar um sapo, uma rã ou uma salamandra, interrompa temporariamente o trabalho.
Evite tocar no animal e mantenha os cães e gatos afastados.
Se estiver em segurança, permita que se afaste naturalmente.
Não o transporte para outro jardim ou charco, pois isso pode afectar populações locais e facilitar a transmissão de agentes patogénicos.
Perante ferimentos evidentes, procure orientação de profissionais de recuperação de fauna selvagem.
29. Anfíbios, fungos e doenças emergentes
Os anfíbios podem ser afectados por doenças infecciosas importantes para a conservação.
A quitridiomicose está associada a fungos como Batrachochytrium dendrobatidis, capazes de provocar problemas graves em determinadas espécies.
A transmissão pode estar relacionada com animais, água e materiais contaminados.
Por isso, não se devem transferir anfíbios, plantas aquáticas ou equipamentos entre habitats sem cuidados adequados de biossegurança.
O diagnóstico de doenças deve ficar a cargo de especialistas.
30. Como proteger os anfíbios dos animais domésticos
Os cães e gatos podem perturbar ou ferir anfíbios encontrados no jardim.
A supervisão dos animais domésticos ajuda a reduzir estes contactos.
Também é aconselhável proteger zonas de refúgio e impedir o acesso descontrolado a charcos de reprodução.
Alguns anfíbios possuem secreções cutâneas que podem provocar irritação ou intoxicação quando ingeridas por animais domésticos.
Perante contacto preocupante ou sintomas, procure aconselhamento veterinário.
31. Os anfíbios ajudam a controlar insetos e outros invertebrados
Muitos anfíbios adultos alimentam-se de insetos, lesmas, minhocas e outros pequenos animais.
A dieta depende da espécie, do tamanho e da fase de desenvolvimento.
As larvas aquáticas podem apresentar hábitos alimentares muito diferentes dos adultos.
Os anfíbios também servem de alimento a outros predadores.
A sua presença participa nas redes alimentares, mas não garante a eliminação de pragas agrícolas.
32. A importância dos charcos para a reprodução
Muitos anfíbios dependem de ambientes aquáticos durante a reprodução.
As rãs e os sapos depositam ovos na água, onde as larvas completam parte do desenvolvimento.
Os tritões também utilizam habitats aquáticos para determinadas fases reprodutivas.
A qualidade da água, a vegetação, os predadores e a ligação a habitats terrestres influenciam o sucesso reprodutivo.
A introdução de peixes pode prejudicar algumas populações ao aumentar a predação sobre ovos e larvas.
33. Tabela prática: quatro refúgios de inverno
| Refúgio | Condições principais | Possíveis utilizadores |
|---|---|---|
| Folhas caídas | Humidade, contacto com o solo e protecção | Algumas rãs e pequenos anfíbios |
| Solo e cavidades | Temperatura mais estável e abrigo | Alguns sapos e espécies escavadoras |
| Charcos e lagoas | Água adequada e oxigénio disponível | Certas rãs e outros anfíbios aquáticos |
| Troncos e pedras | Microhabitats frescos e húmidos | Salamandras, tritões terrestres e alguns sapos |
A utilização destes refúgios depende das espécies e das condições locais. A tabela não representa uma distribuição fixa dos diferentes grupos.
34. Erros comuns sobre os anfíbios no inverno
Todos os anfíbios hibernam da mesma maneira. As estratégias de dormência variam entre espécies e ambientes.
Todas as rãs sobrevivem congeladas. A tolerância ao congelamento é uma adaptação específica de algumas espécies, não uma característica universal.
A rã-da-madeira vive em Portugal. Lithobates sylvaticus é uma espécie norte-americana.
Todas as rãs-verdes permanecem no fundo dos charcos. Algumas utilizam diferentes refúgios e podem permanecer activas em condições favoráveis.
Todos os sapos escavam à mesma profundidade. As capacidades de escavação e os locais utilizados variam.
As salamandras ficam inactivas durante todo o inverno. Algumas podem surgir durante períodos frescos e chuvosos.
Todos os anfíbios conseguem respirar indefinidamente debaixo de água. A capacidade respiratória depende da espécie e das condições do meio.
Qualquer monte de folhas é seguro. A humidade, a localização e a estabilidade são importantes.
Os troncos secos são sempre bons abrigos. Muitas espécies necessitam de contacto com solo húmido.
Esvaziar um charco no outono não prejudica os animais. A intervenção pode destruir habitats utilizados por organismos aquáticos.
Revolver o solo no inverno é inofensivo. Pode ferir animais escondidos.
Todas as telas de jardim são seguras. Algumas provocam emaranhamento ou dificultam a circulação.
Transportar anfíbios para outro jardim ajuda a conservação. A deslocação pode disseminar doenças e prejudicar populações.
Os anfíbios só precisam de água para reproduzir-se. A humidade também é essencial durante numerosas fases terrestres.
Os invernos portugueses são iguais aos da América do Norte. As diferenças climáticas influenciam profundamente o comportamento sazonal.
35. Conclusão
Compreender onde passam o inverno os anfíbios permite reconhecer a importância de estruturas naturais frequentemente ignoradas nos jardins.
As folhas caídas criam espaços protegidos junto ao solo. As cavidades subterrâneas oferecem condições relativamente estáveis, enquanto os charcos podem servir de refúgio a determinadas espécies aquáticas.
Os troncos e as pedras, sobretudo quando mantêm contacto com ambientes húmidos, proporcionam abrigo a salamandras, tritões e outros pequenos animais.
Contudo, não existe uma estratégia de inverno comum a todos os anfíbios. Em Portugal, a actividade depende particularmente da temperatura, da chuva e das características de cada região.
A conservação responsável deve combinar protecção dos refúgios, gestão adequada da vegetação, manutenção dos charcos e prevenção de riscos no jardim.
Durante o inverno, a vida dos anfíbios pode tornar-se menos visível, mas continua a depender de habitats seguros e saudáveis.
Para aprofundar temas relacionados com fauna e jardinagem ecológica, o portal Tesouros do Jardim reúne conteúdos dedicados à biodiversidade e à conservação da natureza.